Hoje,
que é Dia Internacional do Voluntariado, trazemos a história de alguém cujo
sotaque acentuado logo o denuncia como natural do Brasil. Aos 29 anos, Fábio
Brum Thimóteo conheceu Coimbra. Está a estudar na Faculdade de Ciências do
Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, depois de ter sido selecionado
para um programa de mobilidade estudantil. Gosta da cidade que escolheu, da
comida que encontrou e até deste insistente frio.
Chegou
à APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra através de um amigo que, com
deficiência motora, treina Boccia na instituição. Veio, conheceu e, como sentiu
que podia ajudar, resolveu inscrever-se como voluntário. É-o desde 10 de
outubro de 2013. O que faz? Colabora no Boccia à quinta-feira à tarde. Sorri
muito (a bem dizer, está sempre a sorrir).
Fábio
diz que «o primeiro impacto foi muito bom. É um ambiente bem equipado e bem
organizado. Há pessoas muito dedicadas a trabalhar e a fazer voluntariado na
APCC». Considera que as atividades estão bem preparadas, bem organizadas e que
são atrativas e interessantes. «Dá para aprender muito com elas», acrescenta.
Quando
se pergunta a Fábio sobre que sensações lhe transmite esta instituição ele
afirma: «as melhores possíveis». «Desde o começo que tive uma boa impressão.
Tenho passado só por situações agradáveis na APCC». O que encontrou cá? «Um
ambiente de aprendizagem, solidariedade, dedicação e crescimento», diz. Fábio
mudou, sobretudo, no «modo de enxergar algumas situações e atitudes. Estou a
mudar creio que para melhor».
Ser
voluntário é, para Fábio, «compreender e cooperar, é descobrir qualidades e
defeitos antes ocultos, é aprendizagem, crescimento pessoal, é ser mais
empático». Não fica por aqui: «a APCC é um sítio de oportunidades de
amadurecimento e conhecimento, de poder estar mais próximo da realidade de
muitas pessoas que, por vezes, passam despercebidas e, também, de dar uma
oportunidade a nós mesmos, pois refletimos mais sobre nós e sobre os outros.
Fábio
gosta de viajar, fazer novas amizades, conhecer novas culturas, cinema,
praticar desporto (sobretudo, futebol e musculação) … e nós gostamos muito de o
ter por cá! A ti Fábio, o nosso muito obrigado! (Curiosa a forma como as
palavras/expressões são usadas. E o voluntariado dá-nos isto também: um lado
internacional/intercultural deveras interessante.)
«Para ser grande,
sê voluntário»
A
cada ano de voluntariado, o seu tema. O trabalho realizado em 2013/2014
decorrerá segundo o seguinte: «Para ser grande, sê voluntário». Maëlle Bompas e
Priska Petau, voluntárias europeias na APCC no âmbito do Serviço Voluntário
Europeu entre 02 de Maio e 02 de Novembro de 2013, utilizaram esta expressão
numa exposição por elas organizada. E nós concordamos!
«Para
ser grande, sê voluntário» será, também, o mote desta rubrica que apresentará
os grandes voluntários que connosco colaboram. Estamos a desafiá-los a
completar a seguinte frase: «para ser _______, sê voluntário». A resposta de Fábio?
«Para ser solidário, sê voluntário».