Joana Miranda | Notícias vindas da Roménia


A Joana Miranda decidiu fazer voluntariado europeu. Depois de muito procurar e de muitas candidaturas enviadas, Joana foi aceite no projecto «Unity in Diversity» na Roménia.

Já passou quase um mês desde que Joana viajou rumo a uma nova etapa. Hoje encaminhou-nos algumas palavras e fotografias para connosco partilhar a sua experiência.

Obrigada Joana!

«A poucos dias de celebrar o primeiro mês de estadia na Roménia, Arad (meu Deus, como tem passado a correr!), existe em mim uma certeza… a de que estou no sítio certo. A Roménia é um país inquestionavelmente pobre, onde se demora seis horas de comboio para percorrer uns meros 300km de distância, onde se vêem crianças de carinhas sujas e roupa demasiado grande, onde cães e gatos se reproduzem e lutam pela sua sobrevivência nas ruas, onde reciclar é uma realidade distante. Sabia-o antes de vir e estava preparada para experienciar este cenário. Fará parte do role de desafios que tenho pela frente!
Contarei com as pessoas com quem me vou cruzar nesta aventura para me apoiar e trabalhar no mesmo sentido (parece cliché, mas é o que é): fazer diferente, mudar o dia de alguém, “roubar” um sorriso, um abraço, ensinar e aprender. Chamo a isto ser humano. E já começou, começou logo no primeiro dia em que cheguei e fui recebida pela equipa de voluntários do projeto anterior que, infelizmente, está de partida. De braços abertos, portugueses, espanhóis e italianos acolheram-nos na «sua» casa, que foi «nossa» durante um mês, para nos deixarem agora o legado».
Joana Miranda
 

Tiago Reis, obrigado!



Na APCC - Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra comprovamos que existem pessoas que são capazes, efectivamente, de nos dar muito, muito mesmo.
 
Há um voluntário, de seu nome Tiago Reis, que chegou há nossa instituição com uma disponibilidade gigante, uma vontade imensa de querer fazer e inúmeras sugestões.
O Tiago está sempre com um sorriso enorme (sim, este da fotografia). Brinca imenso com todos.
 
É voluntário na Residência da Quinta da Conraria. Com ele estão amigos seus que, na mesma altura, se disponibilizaram a vir até nós - o Pedro, o Francisco, o Ricardo, o Rui e a Tatiana.
 
Estar na residência em dia de actividade deste grupo de amigos é «sair de lá de coração cheio», pois há neles algo de muito especial. A casa enche-se de alegria e animação. Ontem, por exemplo, o final de tarde, cheio de jogos, foi fantástico!
 
Tiago hoje estas palavras dirigem-se, especialmente, a ti. Vais iniciar uma nova etapa que te colocará a uns quilómetros de distância de nós. Sabes que, por cá, sentiremos a tua falta. Mas, se assim é, é porque foram muitos os bons momentos.
 
Muito se fez! Muito ficou por fazer! Obrigado por tudo! Sobretudo, pela amizade que sabemos que colocaste em cada gesto.
 
Tudo de bom! Por cá, aguardamos pelo teu regresso!
 
 

Suzete Azevedo, Além das Evidências!

O Chá das Seis regressou. E que bom que foi.
A 27 de Novembro, o bar do Centro de Reabilitação encheu para ouvir dois convidados muito especiais - professora Suzete Azevedo e cliente Marcos Henrique.
 
Se de assuntos «sérios» se conversou, certo é que muito se riu. A arte foi o ponto de partida para ir um pouco mais além. Aos que aceitaram o desafio, obrigado pela vossa presença. Certamente que, tal como nós, terão tido um final de dia mais rico, pois ouvir convidados com tamanha presença é, simplesmente, enriquecedor.
 
À professora Suzete, ao Marcos e à mãe do Marcos um agradecimento MUITO ESPECIAL. Foi fantástica a sessão! À Dra. Teresa Paiva um obrigado pelo maravilhoso bolo de chocolate
 
Aos que não vieram não se preocupem. Em Janeiro há mais. Não perguntem, porque não revelamos. Cumpre-se a regra: não dizemos quem serão os convidados. Mas, promete.
 
Aqui deixamos o texto que inaugurou a sessão, assim como algumas fotografias!



«Calções verdes. Cinto preto. Camisa preta com caveiras brancas. Sapatos Vermelhas. Foi assim que Suzete Azevedo se vestiu no seu primeiro dia na APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra. Recém-chegada de Sevilha, cidade espanhola onde concluíra a parte curricular do doutoramento, Suzete foi encaminhada, através do centro de emprego, para a nossa instituição. Em 2006, Suzete iniciava o seu percurso no departamento de Expressão Plástica, tendo a seu lado a professora Fátima Januário.
Nesse primeiro dia, destacou-se pela forma algo «diferente» com que se apresentou. Era como se vestisse «irreverência». Marcou, na altura. Marca hoje todos os que com ela trabalham/estão diariamente. De espírito decidido e muita vontade de trabalhar em prol dos seus «meninos», Suzete é a professora de Expressão Plástica. Dá aulas a pequeninos que frequentam o semi-internato. Dá aulas a maiorzinhos do Centro de Actividades Ocupacionais. E consegue, ainda, dar largas à veia artística própria de uma formada em Artes Plásticas. 
Marcos Henrique é um cliente da APCC que conheceu naquela que seria a sua primeira turma. «Foi logo um daqueles» diz ela numa expressão tão denunciadora do quanto ele a maravilhou. «Fiquei surpreendida pela questão da comunicação e também pelo traço dele», acrescenta sublinhando que «o Marcos foi uma verdadeira surpresa porque se, à partida, podemos pensar que não dá muito, a verdade é que ele dá efectivamente muito».
Disso, e muito mais, falarão eles hoje. O que importa agora saber é que se, à chegada à instituição, da deficiência esta professora pouco sabia, hoje entende-a, vive-a e explica-a de um modo tão seu. Tem uma peculiar forma de estar ao lado dos seus alunos. Tem uma, também, peculiar forma de mostrar este mundo ao seu filhote de três anos, Vicente.
Diz uma colega, e amiga, que Suzete «é o exemplo vivo de que não se deve julgar os outros pela aparência e, também, de que as pessoas mudam». Fica a questão: o que teria acontecido se o Dr. José Mendes de Barros não tivesse visto além da camisa preta com caveiras brancas?»

 



Susana, obrigado!


A Susana, por motivos pessoais, teve de se dedicar a outro projecto! Nós queremos agradecer-lhe pela sua IMENSA disponibilidade. De jeito sempre tímido e simpático, presenteou-nos com algo muito especial: a sua dedicação!
Susana desejamos-te tudo de bom! Obrigado pelas tuas palavras cheias de sentido e carinho. A tua simplicidade, decididamente, que nos marcou! Até já!
 
 
«Comecei o voluntariado num momento em que dizia para mim que precisava de continuar a sorrir, apenas não sabia que seria sorrir todos os minutos.
Foram momentos sem palavras em que ficava "viciada" em voltar.
Dei de mim o que pude, mas o que recebi foi muito maior e com muito mais valor, fiz amizades, recebi carinho, pequenos gestos que ganhavam significados e vitórias ainda maiores. Aprendi que apesar das dificuldades se quisermos conseguimos tudo e acima de tudo ser feliz. Vi essa felicidade em muitos dos rostos.
Era recebida com "olá" gigante, abraços apertados ou, como o Luis Neto dizia, "oh boaaaa susanita vem cá", ou até do Antero "oh fofita" :)).
Convivi com muitos, aprendi várias formas de comunicar, conheci muitas histórias, dei o meu apoio em alturas menos boas, que todos temos disso.
Hoje por motivos pessoais tive que dizer um "até já" ao voluntariado, mas sempre que vejo alguns destes rostos recebo aquele abraço que dão sem pedirmos, e o sentimento de "saudade" está sempre presente, pois foi a conviver com este público que passei a dar mais valor a coisas que não dava.
Quero dar um agradecimento especial a toda a equipa do voluntariado que sempre foi espetacular comigo, aos professores da instituição que sempre me receberam com um sorriso e aos funcionários, mas em especial à Carina Leal, Rita Elias, Kim Almeida e Ló, sem elas o voluntariado também não tinha sentido nem teria sido tão bom.
 
Um muito obrigada por me terem dado esta oportunidade de entrar neste mundo mágico.
Até já!»
 
Susana Matias
 
  

Parabéns a ti, Palmira!

A Palmira fez anos no sábado, 10 de Novembro. Ontem, foi dia de lhe cantarmos os parabéns e de lhe desejarmos um feliz aniversário!

Muitos parabéns a ti, Palmira!


Impressão...

 
O Encontro de Voluntariado decorreu ontem, 12 de Novembro, ao final da tarde. Houve partilhas, entrega de certificados e assinatura de compromissos.
 
O nosso tema, deste ano, é Impressão Digital. O desafio? Preencher, ao longo do ano, árvores com as impressões digitais de quem um dia quis ser voluntário na nossa instituição.
 
Abaixo o texto ontem apresentado e fotografias de momentos singulares.
 
«Não temos consciência disso. Pelo menos não a todo o instante. Mas, a verdade é que cada gesto nosso deixa no outro como que uma impressão digital, que vai revelar muito do que somos, vivemos, concretizamos e sonhamos.

Diariamente, vamos distribuindo impressões por muitas pessoas, em muitas circunstâncias e, assim, deixando aquilo que se poderá apelidar de «marca».
 
Sei que ao dirigir-me a ti te estou a marcar de algum modo. Tu, com a tua (não) reacção, estar-me-ás a marcar também. Resumindo: somos muito daquilo que os que nos rodeiam também são.
 
O voluntariado, na APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, é rico em impressões e marcas. Só faz sentido em função das pessoas que o constituem: desde clientes, aos próprios voluntários, a colaboradores e, até, familiares.
 
A ti, que és voluntário da APCC, quero dizer-te que dia após dia, a tua impressão vai ficando cada vez mais definida. A nossa instituição vai tendo muito de ti…
 
A ti, que foste voluntário da APCC, quero dizer-te que deixaste a tua marca junto de nós… A nossa instituição terá sempre um pouco de ti… A ti que foste e a ti que és... Acreditamos que levas muito desta instituição!» 
 


 
 
 
 
 
 
 


Chá de Outono

O primeiro Chá de Outono no Gabinete

Encontro de Voluntariado | 12 de Novembro


É já na próxima segunda-feira, 12 de Novembro, que a instituição se vai reunir para, oficialmente, receber os novos voluntários, nacionais e europeus, rever os que connosco continuam e agradecer aos que connosco colaboraram.
 
O Encontro de Voluntariado está marcado para as 17h30, no Centro de Reabilitação da APCC.
 
Do programa constam os seguintes momentos:


17h30 – Abertura da sessão, pela direcção
17h45 – Ser voluntário?, por Anabela Fernandes
18h00 – “Holding Hands With Other Abilities”, por Palmira, Sónia, Noémi e Vilma
18h15 – Assinatura de Compromissos / Protocolos
18h30 – Entrega de certificados
18h45 – Encerramento
 
Até lá!

O Portugal dos Pequeninos


Passou um mês desde que as nossas voluntárias europeias chegaram. O tempo voa! Se olharmos para a forma como estão junto de nós, sentimos que é como se por cá andassem há muito mais. Integraram-se muito bem, são muito curiosas e disponíveis.
 
Aprendem a Língua Portuguesa com grande facilidade. Garantimos que é muito engraçado ouvi-las a estruturar o discurso numa pronúncia que lhes é tão estranha.
 
A professora Vera decidiu dar uma aula "fora de portas". Levou-as à descoberta do Portugal dos Pequeninos. Elas adoraram! Foi uma viagem pela história deste país que as acolhe.
 
 
Vilma, Palmira, Vera, Sónia e Noémi
 

"Já tinha saudades"

Palavras com tanto sentido... Obrigada!
 
"Esta quarta-feira foi o meu regresso à Quinta da Conraria, depois da paragem de férias de Verão. Após receber algumas mensagens via telemóvel e facebook por parte dos clientes a perguntar quando os ia visitar, lá arranjei um tempinho para o fazer!
Foi bom rever os amigos, conhecer os novos clientes e voluntários e reparar que algumas das coisas boas desta “experiência” continuam igual…..
 
18h e lá estava o grande João à porta da Conraria a receber-me com um abraço e um sorriso estampado na cara, mal saí do carro!
Juntamente com o Pedro e o Chico, horas antes da ida à Quinta, decidimos fazer algo diferente nesse dia… e lá surgiu uma ideia! Como já era tarde para fazer requisições/pedidos à APCC, lá “desencantámos” um projector, uma tela, umas colunas e um filme e tcharam: sessão de cinema caseira!
"Madagáscar 3" foi o filme projectado, tendo agradado à maioria das pessoas! Nota positiva para esta actividade!
Foi bom regressar, já tinha saudades!"
 
O voluntário Tiago Reis, em 27 de Outubro 2012
 
 

Grandes Gestos...

 
A 6 de Outubro participámos na caminhada «Pequenos Passos, Grandes Gestos», uma iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro. O Grupo de Bombos da APCC fez "as honras da casa" e inaugurou a tarde. Depois, foram os 5.ª Punkada a dar som à tarde. Sorrisos, conversas animadas, num dia que quis sensibilizar para uma questão importante: a da prevenção.