Comunidade missionária esteve na APCC
As crianças do Jardim-de-Infância e da Escola Básica 1 da APCC, que passam estes primeiros dias de férias junto da equipa que os acompanha durante o ano lectivo, tiveram a 19 de Dezembro um recreio “diferente”... Membros da comunidade missionária Servidores do Evangelho trouxeram música, magia e, até, um pequeno teatro à sala do recreio. A avaliar pelos sorrisos dos nossos meninos, foram momentos muito bons, com um “sabor a Natal” muito especial!
Obrigada por terem vindo e por connosco partilharem as palavras que se seguem!
Há vários anos, na época natalícia, a comunidade missionária Servidores do Envangelho tem feito missões em que procura transmitir alegria e esperança àqueles com quem nos encontramos. Este ano a missão teve início com uma visita a crianças da APCC de Coimbra.
Aqui deixamos os nossos testemunhos.
Maria “Ajudou-me a descobrir que afinal há mais coisas que nos tornam parecidas, do que diferentes. Descobri nos meninos e meninas um sorriso bonito, a alegria em receber-nos, o afecto carinhoso que demonstraram. Descobri que cada um deles, de uma maneira única, é feliz porque se experimenta muito amado.”
Patrícia “Com esta visita à APCC, consegui aperceber-me de como é a realidade e que aquele ditado “todos diferentes e todos iguais “ acaba por ser real. Pode não o ser fisicamente, mas emocionalmente eu acredito nisto, pois aquelas crianças também dançam e cantam!”
Sofia “Gostei da experiência de conhecer crianças diferentes. Percebi que não é preciso ser-se perfeito para ser feliz.”
Joana Nunes “O mais agradável, nesta visita à APCC, foi a possibilidade de pôr aquelas crianças a sorrir por dentro e não por fora, com tão pouco. Com o pouco que cada um deu conseguimos construir um ambiente acolhedor. Como dizemos ‘Um por todos e todos por um’!”
Eriveltton “Para mim foi uma experiência rica, onde pude perceber que apesar das deficiências físicas daquelas crianças, elas são alegres. Transmitiram-me esta alegria nos pequenos gestos e principalmente no olhar. Também é de se perceber a alegria dos funcionários que se doavam, pelo bem estar físico e social daquelas crianças.”
Cláudia "Na visita à APCC, achei extraordinário ver a humanidade com que são tratadas as crianças e todo o amor e carinho que lhes é dado pelos elementos da instituição. Tratarmos de maneira igual, mas atendendo às diferenças de cada um devia ser um propósito de todos. Muitos parabéns e continuação do vosso bom trabalho!"
Inês “Gostei muito desta experiência. Acho que nos ajudou a compreender diferentes realidades. Muitas vezes, não temos oportunidade de estar frente a frente com elas. Estas diferentes realidades podem-nos ser úteis para a vida futura.”
Joana “Esta visita à APCC, ajudou-me no sentido de poder perceber como um simples gesto, como um sorriso ou até um aperto de mão, pode fazer uma criança feliz. Apesar de terem deficiência são capazes de nos transmitir a felicidade que estão a sentir no momento, por vezes só através de um olhar ou até de um pequeno sorriso.”
Nélia “O que mais me ajudou, no encontro que tivemos com um grupo de crianças da APCC, foi ver a sua alegria e a rapidez com que tão facilmente nos consideraram como seus amigos. Marcou-me ainda a possibilidade de estar, poder sorrir, dar afecto e presença simples às crianças com deficiência profunda. Saliento a capacidade de amar que encontramos nos profissionais daquela instituição a quem gostaria de abraçar também e agradecer o trabalho que realizam todos os dias.”
Rosaura “Fiquei muito contente por vos conhecer. Para mim foi um grande presente de Natal descobrir que há tantas pessoas no mundo que estão a amar, falo pelas pessoas que estão aí a trabalhar, acho que estão a contribuir para transformar o mundo num mundo melhor. Não é por vezes visivel, mas é um dom para esta humanidade. Com os meninos aprendi que se pode viver com alegria só pelo facto de viver. A todos um obrigado pelas vossas vidas. Agora fazem parte da minha."
O Natal na Eça de Queirós foi assim...
Foi alegre, mágico, o Jantar de Natal na residência Eça de Queirós!
Conversas animadas... Sorrisos grandes... Gargalhadas altas... A música típica da época tocou no rádio do Antero... Da cozinha veio, primeiro, aquele cheiro doce tão tradicional... depois, um "Bacalhau à Eça de Queirós" tão bom...
Hoje, falamos através de algumas das muitas fotografias que registam a noite de 14 de Dezembro de 2011. Obrigada a todos os que participaram e a todos os que permitiram que o jantar acontecesse: direcção, clientes, voluntários e equipa da APCC!
| Dra. Teresa Paiva |
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| Anabela e Antero |
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| Paulo, Rui e João |
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| O Pai Natal (de seu nome Luís) |
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| Pai Natal e Mãe Natal |
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| António Abreu e Paulinho |
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| Liliana e Paulo Maria |
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| Luís, Rui, Cajó, João e Paulinho |
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| Os doces: bolo rei, rabanadas, arroz doce,... |
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| Família à mesa |
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| João e Paulinho |
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| O voluntariado e a prenda do João! Obrigada |
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| A chegada das prendas |
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| O que será? |
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| O fotógrafo Paulinho em acção |
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| "A Ló está nas nossas vidas, assim como toda esta gente", valeu um forte abraço ao Luís |
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| O João quis presentear o Rui |
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| A Ritinha fez aninhos |
A residência da Quinta da Conraria terá um "Jantar de Reis", para inaugurar o ano de 2012!
É Natal
Há muito de especial e mágico nesta época do ano!
Na APCC - Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra decorrem os ensaios para a(s) Festa(s) de Natal.
Amanhã, 15 de Dezembro, é o Centro de Actividades Ocupacionais que, a partir das 14h00, apresenta as suas estrelas, na Quinta da Conraria.
Na sexta-feira às 14h00, no Centro de Reabilitação, serão as estrelas "mais pequeninas e novinhas" da Escola Básica 1 e do Jardim-de-Infância a brindar a instituição e familiares com as surpresas que têm vindo a preparar....
Hoje, a residência Eça de Queirós senta-se à mesa para conversar, conviver e ter o seu Jantar de Natal. A 7 de Dezembro, foram feitas as primeiras decorações. O Paulinho e a Milú juntaram-se à voluntária Ana Rita (que conhecia esta casa especial pela primeira vez) e fizeram uma árvore de Natal. No domingo, o João Rodrigues, a Ana Rasteiro e a Ló dedicaram-se aos arranjos de Natal...
A casa, tal como muitas outras casas pelo país fora, está decorada a preceito...
Clientes, profissionais e voluntários...
Surpresas, sim... Música de Natal, também! Bacalhau? Claro, e à moda "Eça de Queirós"... Sonhos, rabanadas, bolo rei...
"Amor voluntário dá lições para a vida", no DC
Ontem, 5 de Dezembro de 2011, o Diário de Coimbra, um jornal com 81 anos de história, falou do voluntariado na APCC. Nas palavras, a jornalista Ana Margalho, na fotografia o fotojornalista Carlos Araújo!
A Laura e a Annika deram o seu testemunho sobre o que é isto de fazer voluntariado europeu, enquanto a Vera e o João partilharam um pouco do muito que os trouxe e move por cá...
Foi bom ouvi-los! Foi muito bom lê-los!
Aqui fica para todos! E, porque ontem foi Dia Internacional do Voluntariado, obrigada a todos os que conseguem encontrar espaço, no seu dia-a-dia, para se dedicarem a esta ca(u)sa...
Agora, basta clicar no link. Boa leitura...
PDF APCC
Annika: Danke / Laura: Gracias
É verdade, o tempo voa. Seis meses que correram... Tão rápido!
Às 15h00 de hoje, 5 de Dezembro de 2011, a Annika e a Laura deixaram o apartamento onde viveram durante estes meses... No percurso até à rede expressos, confessaram que, quando em Junho chegaram, acharam tudo tão diferente... Iniciou-se hoje a viagem rumo aos países de origem, o que confirmou que estranho, agora, é ter de partir...
A Annika e a Laura, tal como o Pál, não tardaram em fazer da APCC a sua casa, do português, a sua língua, de Coimbra a sua cidade, de Portugal o seu país...
Às crianças, jovens, adultos e equipa da APCC, deixam muito: a boa disposição, a alegria, o interesse, a partilha, o empenho, a dedicação... a saudade!
Obrigada por provarem que "Ser Solidário é Bom"!
Até já!
Jantar Intercultural: “obrigado a todos!”
A pequena (mas grande) Annika fez Mandelkuchen. A Laura, Tortilha. Quanto ao Pal, Szilvás Gomboc e Pökkout.
Fizeram o quê?... Resposta à lógica pergunta: cozinharam pratos típicos dos seus países, respectivamente da Alemanha, Espanha e Hungria.
A APCC também cozinhou. No bacalhau no forno com broa, a Susana, que contou com a importante ajuda da Manuela, da Ló e da Graça. Não faltou o tão português caldo verde. Para sobremesa, muitas coisas boas: o fantástico arroz doce da Graça, o Tiramisu da Rita e o Bolo de Abóbora da Kim, sem esquecer, claro, uma deliciosa salada de fruta…
Resumindo, numa só noite, numa só actividade, de seu nome “Jantar Intercultural”, reuniram-se à mesa saberes e sabores vindos de vários pontos do mundo. E, para os provar, quem? Os clientes das residências Quinta da Conraria e Eça de Queirós, acompanhados pelos voluntários europeus e nacionais da APCC.
A Casa do Forno encheu-se de pessoas e de momentos especiais. Todos se deliciaram com as iguarias.
Quando o Tiago colocou a música, o Paulinho não lhe resistiu… nem ao microfone.
A Milú dançou, feliz, com a Ló e, quando as carrinhas já só a esperavam a ela, queria era cantar. E o Toni que tanto falou com os novos voluntários da Quinta.
A Anabela dançou na sua cadeira.
O Antero também.
E o Luís Neto que alegre que ficou quando ouviu o Tony…
A Fernanda, que tão sossegada esteve, quis dizer aos voluntários europeus – que naquela noite se despediam destas pessoas com quem passaram os últimos seis meses – “vocês são fabulosos. Vocês são tudo para mim”. E, ficaram os três com aquela terna expressão que só as boas recordações deixam…
No final, o Paulo Maria disse: “Obrigado por tudo!”
Por isso, obrigada… A TODOS!
| Annika |
| Laura |
| Pál |
| Casa do Forno |
| A ementa |
| Szilvás Gombóc |
| Mandelkuchen |
| Em cada lugar |
| Algumas sobremesas |
| A hora do jantar |
| Annika, João Rodrigues e Laura |
| Laura, Anabela Barata, Annika e Pál |
| Milú e Rita Elias |
| Tantos voluntários! A Ló e a professora Celeste... E claro, o Paulo, o Tóni e o Mário |
| Tiago Silva, Fernanda e Ló |
Residência comemorou Dia de S. Martinho
O Outono traz consigo as castanhas. Embora o Dia de S. Martinho aconteça a 11 de Novembro, a residência da Quinta da Conraria comemorou-o a 15 de Novembro. Voluntários nacionais e europeus juntaram-se aos que ali residem durante a semana e, todos juntos, foram os protagonistas de uma noite animada, na Casa do Forno. Houve muitas castanhas, em dia de jogo da selecção. Eis alguns momentos, aqui...
Köszönöm Pál...
É certo e sabido que o tempo passa depressa... O Pál chegou a 6 de Junho e hoje, às 07h30, iniciou a viagem de regresso à Hungria... O avião só parte amanhã, 25 de Novembro de 2011, de Lisboa. A Annika e a Laura, que só vão a 6 de Dezembro, não conseguiram esconder as lágrimas de saudade, aquele sentimento que dizem tão próprio dos portugueses, mas que também eles - um húngaro, uma espanhola e uma alemã - experimentam, sobretudo hoje que o projecto da APCC "Holding Hands With Other Abilities" começa a fazer uso de um "até logo!" - a expressão que a Laura usa para se referir ao momento da despedida.
Foram dias de muita aprendizagem... para todos! Obrigada Pál!
(Nos próximos dias, imagens do que por cá fazemos/temos feito!)
A professora. Os alunos. (N)a língua de Camões
Participar num projecto de voluntariado, num país que não o de origem, pode à partida apresentar uma dificuldade: como comunicar? O Pál fala húngaro, a Laura espanhol e a Annika alemão. Como poderiam conversar? Sim, em inglês. Falam-no, é verdade. Mas, como falariam eles com os clientes da APCC que não dominam o inglês, o húngaro, o espanhol ou o alemão?
Chegaram sabedores do “Olá”, do “Bom dia”, do “Boa tarde” e do “Boa noite”… Mas, era preciso mais. Muito mais. Vera Rosário é a professora de português da APCC que, desde o início, os tem ensinado a caminhar pela língua portuguesa. Além dos tempos verbais, palavras e expressões, tem-lhes mostrado muito mais deste país de escritores e poetas.
Aqui fica a experiência destes quatro. Primeiro a professora Vera. Depois a Laura. Segue-se o Pál e, por fim, a Annika. Boa leitura!
Professora Vera RosárioDa Geografia à História, das singularidades do povo português à gastronomia, usos e costumes, da literatura à gramática, as aulas são verdadeiros espaços de partilha. Há lugar para Camões, para a pronominalização, para a lenda de Pedro e Inês, para o conjuntivo, as preposições ou Fernando Pessoa e seus heterónimos. Enfim, cada um deles é especial. As gargalhadas sinceras e autênticas da Annika, a sede de conhecimento do Pàl, o sentido de humor da Laura. As nossas aulas são assim. Aprendemos de forma divertida e funcionamos em grupo.
A nossa relação estende-se para além das aulas. E eu sinto –me uma professora orgulhosa quando um deles me diz, por exemplo: “Vera, hoje ao pequeno-almoço estávamos a conversar e eu utilizei a expressão vale a pena!”.
Efectivamente, vale a pena!
Laura
Que dizer das aulas de português?
Para mim elas são um momento de evasão, de risos, de aprendizagem, de conhecimento da História, da Geografia, Fernando Pessoa, TPC, poder saber mais da cultura através das frases como “Em cima do joelho”, “É canja” ou “Ficar tudo em águas de bacalhau”, entre outras. Também é ouvir “Encosta-te a mim” do Jorge Palma, é tomar café depois do trabalho bem feito, são fotocópias, o Duarte, vozes estridentes, falar de comida, deliciarmo-nos, tudo é possível e mais fácil com ela, Vera, que prova que se pode desfrutar do trabalho e que qualquer lugar é bom para encontrar um amigo.
É por isto que posso dizer que as aulas são imbatíveis, que não são “esquisitas”, já aprendi a diferença.
Olha, parece que funciona!
Pál
Na primeira aula depois da introdução, a Professora anunciou:
- Olhem, alunos! Esta é a última vez que eu falo Inglês. Está bem?
- Yes.
Naquele momento ainda não acreditava mas a mudança aconteceu despercebida e agora apenas conversamos em português. Tomamos café, jantamos e debatemos em português e às vezes sonhamos em português também. Obrigado Vera! Espero pelo próximo TPC.
Annika
Era uma vez, há mais ou menos 3 meses atrás quando uma espanhola, um húngaro, uma alemã e uma portuguesa se encontraram para aprender português. Eles sabiam que aprender uma língua nova era muito difícil e precisavam de muito tempo, vontade, diligência e prática. Portanto, aprender uma nova língua talvez fosse trabalhoso.
Mas cuidado, o conjuntivo na frase anterior tem um sentido!
Nós aprendemos: Conjuntivo é usado para as frases irreais...
Então, eu penso que uma descrição das aulas de português explicará a necessidade do conjuntivo neste caso.
Às dez de manhã a espanhola, o húngaro, a alemã e a portuguesa estão a sentar-se na sala de baixo queixando-se do calor e do sono. Depois de 5 minutos, quando todos sabiam que os outros também estavam cansados e com calor, eles começaram a falar sobre o fim-de-semana, e falaram e falaram até ao fim da aula.
Também o café juntos depois da aula não pode faltar.
Quando a aula é à sexta em vez de segunda o tema da conversa são os planos para o fim de semana. Mas a preparação para a viagem à Hungria é também possível. E quando eles não querem falar podem ouvir música portuguesa.
Mas façam o que fizerem eles estão sempre a rir.
Agora talvez seja claro por que o conjuntivo foi necessário e aprender português com estas aulas não é trabalho.
Além disso os três alunos notaram que o português deles melhorou muito como por milagre.
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