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| Regina Barbosa, 25 anos, voluntária na APCC |
Regina fez 25 anos na quarta-feira. Como muitos outros, também ela procura a sua
oportunidade. Hoje, 29 de novembro e cinco meses depois de se ter tornado
voluntária da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, visitou-nos
para nos dizer que sim, correu bem e que, por esse mesmo motivo, a
sua disponibilidade será, doravante, outra. Há muitas palavras para escrever
nas linhas que se seguem, mas antes de qualquer outra: PARABÉNS! (Por cá,
vivemos vários momentos felizes e especiais, e muitos deles têm que ver também com
o facto dos nossos voluntários partilharem connosco as suas conquistas.)
Regina
Barbosa formou-se em Animação Socioeducativa, na Escola Superior de Educação de Coimbra.
Se o leitor pudesse ouvi-la falar, logo perceberia que esta nossa voluntária é
madeirense. O sotaque não engana. Terminado o curso, regressou ao Funchal. Mas,
eis que o tempo passou e Regina, incentivada pela família, voltou a Coimbra.
Acabada de chegar, logo se dirigiu à APCC para se inscrever no voluntariado. Da
instituição conhecia o que o tio lhe contara.
A
20 de junho de 2013, Regina tornou-se uma de nós. Mais do que ter tempo disponível,
Regina era (é) uma pessoa disponível, com muita vontade de
estar/fazer/participar. Por isso, começou em grande: no espetáculo «Terra e
Alma Precisa!» que, além de a ter iniciado na nossa instituição, lhe apresentou
os voluntários nacionais Tiago Neves e João Delgadinho, bem como as voluntárias
europeias Maëlle Bompas e Priska Petau. Foi, sobretudo, com estes quatro que esteve
em tantas outras iniciativas (se nasceu amizade? Sabemos que sim).
«O
primeiro impacto na instituição foi um misto de ansiedade e curiosidade», conta
ela. No primeiro dia, o olhar sério perdia-se em tudo o que em seu redor
acontecia. Mas, não demorou a sentir-se confortável. Colaborou, durante, um mês
no Refeitório/Recreio. Participou em saídas ao Parque Verde do Mondego e ao
Choupal. Setembro trouxe-lhe novas experiências: esteve no «Coimbra a Bombar»,
na Feira das Colheitas e na atividade organizada por Maëlle para a Residência
Eça de Queirós. Participou, ainda, na hidroterapia e na Adaptação ao Meio Aquático.
Perguntar-lhe
o que sente é ouvi-la afirmar: «alegria, bem-estar e orgulho por ver que consigo
gerar sorrisos, momentos de afeto e alegria». E se há alguém sorridente é Regina,
que brinda quem a rodeia com sorrisos rasgados. Sente-se, acima de tudo, útil.
Regina
diz que foi cá que aprendeu a relativizar os problemas e a encarar com maior
naturalidade as diferenças. Encontrou, na APCC, «amigos, pessoas com grande
coração e especiais». Foi, aqui, que percebeu que, apesar das limitações que
possam existir, é sempre possível «dar ou fazer algo».
Ser
voluntária é, para Regina, dar de si. «É ter a oportunidade de partilhar
experiências e vivências, opiniões e gostos. É chegar ao fim do dia e pensar
que conseguimos fazer alguém sorrir com um pequeno
gesto, uma pequena atitude ou, simplesmente, com um sorriso sincero». Há mais:
«ser voluntário é enriquecer e crescer como pessoa. Contrariamente ao que
esperava, ser voluntário não é dar sem receber. É sentir o coração aconchegado
por ver a alegria do outro. É dar e receber». Segundo Regina, «tudo vale a
pena, desde que seja feito com o coração». E, nestes cinco meses, houve muito
do seu em cada atividade.
Regina gosta de animais, de rir, de estar com os amigos, de ajudar, praticar
desporto, dançar, viajar… e nós gostamos muito de a ter por cá.
«Para ser grande,
sê voluntário»
A
cada ano de voluntariado, o seu tema. O trabalho realizado em 2013/2014
decorrerá segundo o seguinte: «Para ser grande, sê voluntário». Maëlle Bompas e
Priska Petau, voluntárias europeias na APCC no âmbito do Serviço Voluntário
Europeu entre 02 de Maio e 02 de Novembro de 2013, utilizaram esta expressão
numa exposição por elas organizada. E nós concordamos!
«Para
ser grande, sê voluntário» será, também, o mote desta rubrica que apresentará os
grandes voluntários que connosco colaboram. Estamos a desafiá-los a completar a
seguinte frase: «para ser _______, sê voluntário». A resposta de Regina? «Para ser completo, sê voluntário».
