Relato de um Agosto na Eça de Queirós

(NOTA Eles são assim… Esforçados e interessados. Tiveram um mês de Agosto em cheio. Descrevem-no desta forma… num português de quem o aprende há, apenas, três meses…)

O tempo corre muito rápido e o primeiro vento de Outono embora já tenho chegado, estamos ainda ao ritmo do verão. Temos de apanhar o autocarro 24T às 9:36 e durante do viagar para a praça da República podemos ouvir uma lição de português de “Pimsleur” e rir às vezes porque o português do Brasil é diferente mas muito amável. Chegamos à Eça de Queirós (a residência da APCC, mas todo mundo chamam-se só “a Eça”) depois de montanhismo (porque esta é ficar em cima da cidade) e cumprimentamos todas as pessoas que estão a tomar o pequeno-almoço, a fazer as camas ou fazer o almoço.


-        Posso ajudar? – pergunta Pál apanhando uma cenoura da cozinha a rir.
-        Podes! Toma! – disse a chefe – e deu-lhe uma faca e um rede para o cabelo e ria também.  
O mesmo momento, na sala de baixo, o pequeno Paulinho estava de pé na esquina com os braços cruzados até que a Annika pegou a bola e disse: “vamos fora para jogar futebol.” De repente os olhos dele mudaram…
E eles foram ao terraço com entusiasmo e a bola amarela.
Enquanto Laura, estava com Anabela, na mesa perto da janela a fazer uma actividade que consistia em cortar com umas tesouras muito estranhas os pequenos quadros coloridos com vocabulário, para construir assim frases, colar-as em uma agenda vermelha e poder comunicar melhor tanto os pensamentos dela, como os gostos e claro está também os sentimentos dela.
Por exemplo:   gosto – café – sem – açúcar.
As duas raparigas gostam muito de estes momentos porque assim também Laura poder conhecer mais a fundo a Anabela e partilhar um bom tempo juntas!
O vento ficou mais forte e os dias do mês Agosto corriam rápido enquanto os quatro voluntários visitaram a Eça aproveitando o tempo com os clientes.
Eles tinham de resolver o grande exercício: integrar o mesmo tempo todos os clientes desde o mais calmo até o mais inquieto, desde o mais novo até o mais velho.
As pessoas disseram que a música move o mudo.
Eles podem corroborar que isso é certo.
Então estavam a pensar em arranjar uma boa solução e decidirem provar com a música: guitarra, palmas, garrafas com arroz, todo era bem-vindo!
E era certo que alguma coisa nova respirava-se no ar. As caras transformavam-se dizendo um riso.